26 de abril de 2016

"Eu te amava, não te bastei..."


Não foi por falta de lutar,
Não foi por falta de querer
Pois tudo fiz pra ter você, perto de mim

Não briguei quando quis brigar,
Tantas loucuras eu topei
Tudo eu fiz pra ter você, perto de mim

Como tentei não te perder,
Eu mudei me anulei não sei pra que
Fui ao limite, mas pra você,
Não foi nada demais

Águas passadas, portas trancadas
Melhor o fim, melhor assim
Na sua estrada vejo você longe de mim,
Parto sem mágoas, voz embargada
Melhor o fim, melhor assim
Eu te amava não te bastei
É o fim pra mim!



Cacos de Amor

(Luiza Possi)

Casos de amor
Cacos de vidro na areia
Cacos de vida no chão

Parte de mim
Acha que o tempo passou
Outra diz que não

Será que você ainda lembra de mim como eu quero
Será que o mar que guardou destruiu o castelo
De conchas e cacos de amor

Olha
No brilho de uma estrela que já não existe
É lá que meu amor te vê e ainda insiste
Como se calculasse um mapa astral

Juro
Eu não te quero mais como eu queria
Se o coração me ouvisse não andava assim
Pisando em cacos de amor

Casos de amor
Cacos de vidro na areia
Cacos de vida no chão

Parte de mim
Acha que o tempo passou
Outra diz que não

Será que você ainda lembra de mim como eu quero
Será que o mar que guardou destruiu o castelo

De conchas e cacos de amor

A vida continua...

Temos que levantar todos os dias com fé que os dias serão melhores... Como diria Renato Russo "Mas é claro que o sol vai voltar amanhã..."

Como vou continuar, não sei, mas é preciso.
Viver um dia de cada vez... Respirar com calma... Na fé que significa continuar mesmo sem enxergar o caminho.

Ouvindo How Am I Supposed To Live Without You - Michael Bolton a dor é grande de saudade dos tempos que acreditava no futuro... Nos planos... Na "casinha"... Nos momentos só nossos...
Hoje o trecho da música mais real é:

"Não vim aqui para chorar
Não vim aqui para me acabar em lágrimas
É só um sonho meu chegando ao fim
E como é que vou culpar você
Quando construí meu mundo ao redor
Da esperança de um dia sermos muito mais
Do que amigos
E não quero saber o preço que vou
Pagar por sonhar
Quando agora ainda é mais do que posso bancar"

É isso. Hoje o sonho é mais do que posso bancar.
E vida que segue... Cada um no seu caminho... Sem planos ou sonhos.


11 de abril de 2016

Seguindo mesmo em pedaços....


Como somos carentes de afeto... Como nos perdemos nesse caminho por tão pouco... Tão pouca entrega... Tão pouco carinho... Tão pouca presença... Onde a ausência se faz tão forte e presente que nos sentimos mais sozinhos do que quando estamos sozinhos de verdade.

As lembranças que hoje estão presentes quando a saudade vem forte (e falta de amor próprio) são afogadas em lembranças de datas comemorativas solitárias, de datas que nos sufocam e destroem como as comemorações de casamento, de pensamentos que não fazem sentido como "elas são pequenas..."... Do ano novo... E de tudo que fui colocada de lado... Que engoli por acreditar que lutar por esse sentimento era correto. Não era! Não poderia ser correto me matar aos poucos... Negligenciar minhas lágrimas... As noites sozinha... Pq fazer isso comigo?

Sabia que retornaria (num dia de semana)... Com as mesmas palavras... Com as mesmas desculpas... Procurando pelas mesmas brechas emocionais (minhas)...
Mas dessa vez o ciclo se rompeu. Não irei mais fazer isso comigo, atendendo a sentimentos imediatistas e tão superficiais que logo a solidão chega com força e no dia seguinte nada muda. Não farei mais isso! Agora direi não para tudo que me machuca! Chega de sentimentos superficiais.. Relacionamentos onde só um se entrega. Chega um momento que "não podemos continuar insistindo em um relacionamento que não tem futuro, que nos diminui ou mesmo nos torna inexistentes. Jamais poderemos deixar de lutar pelo reconhecimento de tudo o que fazemos, temos e somos, de tudo o que podemos dar e merecemos receber, buscando sempre as trocas de que se constituem os relacionamentos saudáveis. Nada menos do que isso.”

Ontem li tanta coisa que fez sentido pra mim... Tanta coisa que sinto e não consigo traduzir em palavra... O texto falava sobre as decisões de “deixar ir embora o que precisa ir – Um trecho especial:
"Enquanto aguardo a lavadora terminar o ciclo – lavar roupas a noite nos deixa com uma sensação insuportável de vigília – penso nos ciclos que não terminam, que se multiplicam, transformam, perduram… Penso nas decisões tomadas que não duram nem o tempo de um café esfriar, nas promessas que não resistem nem às pré-lavagens das ideias, NOS “NUNCA MAIS” QUE DEIXAM DE EXISTIR POR QUALQUER APELO, NA ETERNA RESISTÊNCIA EM FECHAR OS CICLOS DA VIDA. Podemos nos comparar com as roupas colocadas em lavadoras? Será que elas, as roupas, se debatem tão sofridamente quanto nós para enfrentar as passagens de ciclos?
Enquanto estamos na fase do molho, a mais quentinha e confortável, os sentimentos ainda estão se acomodando e penetrando nas nossas vidas, ainda sem intenção definida, somente rodando e misturando-se ao todo. É quando nada nos faz mal e toda novidade parece bem intencionada e há de nos oferecer emoções novas e felizes, como assim achamos que será para todo o sempre. Passada a mágica, vem a lavagem, a dura tarefa de perceber as impurezas e falhas do que antes recebemos de tão bom grado. E esse é um ciclo que pode parecer interminável, muito embora seja tão rápido quanto aceitamos. As emoções resistem, encontramos argumentos e desculpas para reter as manchas, nos apegamos fortemente aos cheiros que nos levam aqueles instantes que queremos a todo custo reter e não deixar que escoem; nos agarramos a cada sujeirinha com se fosse a nossa única forma de nos reconhecer – como nas relações que fracassam e imploramos que haja uma explicação que seja, por mais absurda, que justifique toda a camada de ressentimento que ali se instalou, e, desapareça numa piscada de olhos, porque encontramos a resposta… ou criamos, ou inventamos..  E, a cada sacolejada, mais confusão e falta de rumo.”

É exatamente isso.. Sem tirar e nem por. “E, finalmente, um dia a gente realiza que é momento de mudança, que do jeito que está não dá para ficar. Então ensaiamos o fechamento do ciclo, fazemos promessas e metas, e, começamos a deixar descer pelo ralo toda a água que não serve mais para nutrir qualquer coisa que viva em nós. Deixamos ir para longe a água suja, as lágrimas, os fiapos, os suores.  ÀS VEZES A GENTE SE ARREPENDE E CORRE PARA TAMPAR O RALO. MAS JÁ É TARDE E ENTÃO É PRECISO ACEITAR, DEIXAR IR, FECHAR O CICLO E COMEÇAR TUDO NOVAMENTE, DE ALMA LIMPA, A CADA LAVAGEM MAIS BATIDA, MAS PRONTA PARA UMA NOVA JORNADA.  Ai de nós se não fossem os ciclos… Talvez estivéssemos ainda rodando e nos afogando nas mesmas águas.”

Agora a opção é pela a vida, é por respirar... Após alguns meses submersa por tanto choro...
Não será fácil.. Mas nunca achei que fosse! A dor ainda é imensa, confesso! Ainda há saudade do tempo que não via tudo que me faltava... De tudo que eu era privada... A saudade de quando achava que realmente iria resolver a vida.. Que acreditava que fosse viver comigo esse amor... Mas não era real. Eram só esperanças vazias... Hoje eu sei. E é isso que me fortalece todos os dias.

Link para os textos completos:

Ontem dormi com essa música... Represente demais esse período de reconstrução...


"Ai, Coração alado
Desfolharei meus olhos
Nesse escuro véu
NÃO ACREDITO MAIS 
NO FOGO INGÊNUO DA PAIXÃO
SÃO TANTAS ILUSÕES PERDIDAS NA LEMBRANÇA
Nessa estrada
Só quem pode me seguir sou eu
Sou eu, sou eu, sou eu"