25 de julho de 2010

Lixão do pacífico....Os animais que sofrem....

Que tristeza....Ver o sofrimento dos bichos que vivem no Pacífico... Eles se alimentam de lixo.


O entulho marinho, na maior parte composta de objetos de plásticos como: isqueiro, cartucho de impressora, escova de dente, são encontrados dentro dos estômagos dos animais mortos.

Essa quantidade de lixo no Pacífico é conhecida como a "ilha do lixo". São bilhões de pequenas ilhas de lixo que podem estar escondidas abaixo da superfície ou espalhadas por muitas milhas. Isso pode torná-la difícil de ser estudada – Barnford (diretora do Programa de Entulho Marinho da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA) diz que não é possível saber quão grande é a mancha de lixo, apesar da declaração frequente de alguns que afirma que é do tamanho do Texas. Outros afirma que é do tamanho do Continente.

O problema maior é que o plástico não é biodegradável que ao ficarem expostos ao sol, tornam-se tão pequenos que podem ser engulidos por toda a vida marinha daquele local.


Como esse lixo se forma?



Infelizmente, as fotos falam por si só...
Que horror!











(informações e fotos: www.luz-e-terra.com.br)




















Amar-se acima de tudo...

Às vezes não entendemos porque auto-estima é tão importante.

Mas aos poucos, com observação cautelosa, percebemos que ela nos ajuda a limitar nosso "terreno" do "terreno" alheio.

Até onde devemos ir por alguém?
Qual é a quantidade exata do que devemos fazer para outro?
Quando devemos decidir em fazer algo por outra pessoa quando não estamos com vontade?
Qual é o equilíbrio nisso tudo?

Estou descobrindo....

Hoje tentei fazer algo diferente..
Hoje me presenteei com uma manhã feliz, só que mais importante do que isso foi fazê-la diferente.
Diferente daquilo que escolheria normalmente.

"A Auto-estima é o que há de mais divino no ser humano. Pois, quando nada lhe resta, resta-lhe a si mesmo". (Cíntia Salvato)

É isso aí. É só o primeiro passo..

15 de julho de 2010

O QUE HÁ ?

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A sutileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas
Essas e o que falta nelas eternamente
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,

Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...

(Álvaro de Campos)

13 de julho de 2010

Lanterna dos afogados...


"Quando tá escuro
E ninguém te ouve
Quando chega a noite
E você pode chorar

...E são tantas marcas
Que já fazem parte
Do que eu sou agora
Mas ainda sei me virar"

imagem: www.textolivre.com.br

"Ai quem me dera..."


Por que esperamos tanto?
Quem inventou a frase: "quem espera sempre alcança"?
É a mentira do século...
Quem espera ficará eternamente esperando... E nada acontecerá.

Quem poderia traduzir essa espera se não fosse o querido poeta Vinícius de Moraes.

“Ai quem me dera, terminasse a espera
E retornasse o canto simples e sem fim...
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim

Ai quem me dera percorrer estrelas
Ter nascido anjo e ver brotar a flor
Ai quem me dera uma manhã feliz
Ai quem me dera uma estação de amor

Ah! Se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem ser casais

Ai quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afins
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim

Ai quem me dera ouvir o nunca mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E finda a espera ouvir na primavera
Alguém chamar por mim...
(Vinícius de Moraes)

Madrigal - Composição poético-musical que no séc. XIV constituiu um dos gêneros mais importantes da música profana italiana, no qual o elemento literário tem papel preponderante.

imagem: http://sagaz.files.wordpress.com